NOVENA DE SÃO JOÃO CALÁBRIA – 8º DIA

TEMA: A Dona da Obra

AMBIENTE: Imagem de Nossa Senhora e de São João Calábria.

INTRODUÇÃO: Neste nosso 8º encontro, refletiremos sobre a devoção mariano de Pe. Calábria. Ele a teve como a Dona da Obra, a Mãe Imaculada. Em toda a sua vida cultivou, e em suas cartas recomendava aos seus irmãos, muitas manifestações de culto e devoção filial a Maria.
            Os acontecimentos mais importantes da Obra eram celebrados sempre nas festas de Maria. Muitas características de Maria estão presentes na essência da espiritualidade calabriana: a fé, a confiança, o abandono, o escondimento, o silêncio, a busca por realizar sempre a vontade de Deus.
            É om observar que Pe. Calábria morreu em 1954, ano mariano (Centenário da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição por Pio IX).

CANTO: Maria em minha vida.

OLHANDO PARA A VIDA: Os últimos anos da vida de Pe. Calábria foram “cruz e martírio”. Seriamente doente, os médicos tinham prescrito que ele saísse de casa, andasse, se distraísse. Por isso frequentemente ia a uma cidadezinha vizinha, onde havia um pequeno santuário de Maria e lá se entretinha rezando e caminhando com o terço na mão.
            Mesmo não podendo mais andar, nos últimos tempos, havia sempre voluntários que o carregavam até a gruta de Nossa Senhora, onde ficava rezando e meditando, comentando com os presentes os mistérios de Deus e de Maria.
            Rezava todos os dias o rosário. Viajando de carro ele costumava rezar o terço. As últimas palavras foram a estrofe de um canto mariano: “Quando eu penso que sou filho de Maria, toda a angústia, ó minha Mãe, afasta-se de mim!” Logo em seguida adormeceu. Despertou no céu.

PALAVRA DE DEUS:  João 2,1-12 – Houve uma festa de casamento em Caná da Galileia, e a mãe de Jesus estava aí. Jesus também tinha sido convidado para essa festa de casamento, junto com seus discípulos. Faltou vinho e a mãe de Jesus lhe disse: "Eles não têm mais vinho!" Jesus respondeu: "Mulher, que existe entre nós? Minha hora ainda não chegou." A mãe de Jesus disse aos que estavam servindo: "Façam o que ele mandar." Havia aí seis potes de pedra de uns cem litros cada um, que serviam para os ritos de purificação dos judeus. Jesus disse aos que serviam: "Encham de água esses potes." Eles encheram os potes até a boca. Depois Jesus disse: "Agora tirem e levem ao mestre-sala." Então levaram ao mestre-sala. Este provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água. Então o mestre-sala chamou o noivo e disse: "Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbados, servem o pior. Você, porém, guardou o vinho bom até agora." Foi assim, em Caná da Galileia, que Jesus começou seus sinais. Ele manifestou a sua glória, e seus discípulos acreditaram nele. Depois disso, Jesus desceu para Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. E aí ficaram apenas alguns dias.

PALAVRA DE SÃO JOÃO CALÁBRIA: MARIA, NOSSA CONFIANÇA.
Está espalhando-se, de maneira mais ou menos latente, até entre os bons, um sentimento de desânimo. Muitos acham-se desorientados. Mas sabeis por quê? É que infelizmente olham para baixo e se esquecem de olhar para o alto.
É preciso que demos exemplo de confiança, invocando aquela que, embora apresentada pela sagrada Escritura como forte e poderosa qual exército em linha de batalha, é ao mesmo tempo a salvação do povo cristão, a estrela mística que nos indica o porto no mar tempestuoso desta vida, esperança nossa para o tempo e para a feliz eternidade.
Sabeis quem é Nossa Senhora?
Depois de Nosso Senhor Jesus Cristo, é a mais poderosa advogada que possuímos lá no céu, é o nosso conforto, a nossa valia neste vale de lágrimas. Permiti-me que vos diga de todo o coração: amai, amai, amai Nossa Senhora.
Os filhos têm um amor especial, uma ternura especial para com as suas mães. Nós, lembremo-nos bem disso, devemos ter um amor especial, uma ternura toda particular para com Nossa Senhora, que é nossa Mãe, para com esta Mãe, que é também a Mãe de Deus.
Que a Virgem Imaculada nos obtenha aqueles auxílios espirituais e materiais de que precisarmos, acolha as nossas boas intenções, defenda-nos de nossos inimigos espirituais, proteja-nos dos perigos, socorra-nos em nossas necessidades, console-nos na hora da nossa morte e nos conduza ao Paraíso celeste.

REFLEXÃO: - Onde Pe. Calábria fundamentava a sua devoção à Maria?
- Que valores da espiritualidade calabriana são oriundos de Maria?

COMPROMISSO: - Em Caná, Maria disse aos presentes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. E hoje, o que Ela nos diz? Como corresponder ao seu apelo?

CANTO: Maria do sim.
Dezena do terço.

CANTO FINAL: Imaculada Maria de Deus.

(Texto da Novena tirado do livro: NOVENA DE SÃO JOÃO CALÁBRIA. Congregação Pobres Servos da Divina Providência. Proibida a divulgação sem os créditos).

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